Estimulação cerebral profunda (DBS)

A estimulação cerebral profunda, também chamada de DBS (do inglês Deep Brain Stimulation), é uma técnica de neuromodulação em que eletrodos são implantados no cérebro, visando estimular ou inibir regiões cerebrais que estejam funcionando inadequadamente. Estes eletrodos são conectados por finos fios a um gerador, por debaixo da pele, e este gerador é implantado abaixo da clavícula, à semelhança dos marcapassos cardíacos.  

Em quais doenças o DBS pode ser útil?

As indicações mais comuns de DBS são as doenças de Movimentos Anormais. Entre elas estão a Doença de Parkinson, o Tremor Essencial e a Distonia. Em setembro de 2017 tivemos a oportunidade de publicar um trabalho revisando os resultados de DBS em uma região chamada núcleo ventral intermédio do tálamo em pacientes com as três condições citadas. Foi um trabalho importante, realizado juntamente com o pioneiro da técnica Prof. Alim Louis Benabid, no aniversário de 30 anos do primeiro caso operado. O resumo do trabalho pode ser visualizado aqui. Em tremor essencial, também publicamos uma nova técnica em que 2 alvos podem ser alcançados numa trajetória única ( resumo do trabalho aqui). Ambas as publicações foram realizadas na respeitada revista Neurology, e ambas ilustraram as capas das respectivas edições (Ver em Destaques), com figuras feitas a partir do USP-Würzburg Atlas of the Human Brain.

Esta tecnologia tem tido crescente investigação na literatura para outras indicações fora da esfera de movimentos anormais. Dentre elas podemos citar : Epilepsia, TOC, Síndrome de Tourrete, Depressão grave, Agressividade Patológica, Cluster Headache, Transtornos Alimentares, Drogadição, Ataxia Cerebelar, Doença de Alzheimer, Espasticidade e Estado de Consciência Mínima. Como ainda não existe consenso na literatura sobre estas indicações (algumas com maior evidência, outras com menor), o seu uso é muito restrito e os casos devem ser rigorosamente analisados por comitês de ética (Conselho Federal de Medicina), sendo comprovadamente refratários aos tratamentos tradicionais. Em geral os pacientes operados para estas condições entram em protocolos de pesquisa de grandes centros e instituições. 

As imagens mostram o sistema de DBS implantado. As recontruções tridimensionais dos eletrodos implantados nos núcleo subtalâmicos e nos núcleos da base (estriado ventral) , respectivamente para tratamento de doença de Parkinson e TOC são parte do USP-Würzburg Atlas of the Human Brain. 

Dr. Eduardo Alho, médico neurociurgião

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